sábado, 26 de janeiro de 2013

GRÁVIDA DE AMOR


GRÁVIDA DE AMOR
Nas trilhas solitárias
do breu silencioso
a vida descansa...
Ébrios tropeçam
nas ilusões,
os sonhos pedem
passagem...
Violas lamentam
amores perdidos
derramados na voz
dos menestréis.
Debruçados em parapeitos,
olhos molhados fitam
o infinito...
Buscam consolo no
colo das estrelas.
Amantes comungam
no altar das alcovas
juras eternas no
cálice do prazer...
Alheia aos
infortúnios,
a lua inspira-se...
Com as entranhas emprenhadas
pelos anseios errantes,
explode em versos a vate...
Grávida de amor,
a noite pari poesia.

Um comentário:

  1. Rebento fecundado pelo verbo (amar?)
    em entranhas substantivas,
    encantadas com a prosopopeia que atribuis à lua que,
    excitada com as juras que ouve do cálice, mera metonímia
    de quem na verdade é amiga, mira o colo das estrelas em busca
    da metáfora que não sabia ali existir, com os mesmo olhos que,
    hiperbolicamente fitam (e veem) o infinito, embalada pelos sons
    que na forma do teu poema choram os menestréis ao adjetivar o amor,
    sem saberem que os sonhos e ilusões jamais descansam,
    muito menos se obumbram silenciosamente... Os sonhos e ideais gritam,
    na forma de poesia, que em pura sinestesia traduz estesia,
    que tua pena, poetiza, eterniza.
    --------------
    Desculpe poetiza, mas a beleza dos teus versos exigiu que me alongasse em minhas considerações...

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