terça-feira, 22 de janeiro de 2013

EMERSÃO



EMERSÃO



Na aridez da alma,

Sonhos rachados e

Ilusões perdidas...

No calabouço da amargura,

Esmagada pelas  paredes da

Agonia a

Solidão ecoa...

Abafado no oco do

silêncio absurdo,

Um soluço agudo

Explode em lágrimas,

No solo da

desesperança...


De repente,

A vida emerge aflita,

Escavando a terra seca,

Agarrada à réstia de luz...


Num lampejo de rebeldia,

Rompem-se as teias da

Inércia...



Entre as frestas da tristeza,

Nasce poesia.








Um comentário:

  1. Sonhos não se perdem, são intocáveis... Por isso são sonhos.
    Por vezes enevoam-se pelas agitações e amarguras da vida....
    Mas não morrem, senão morreríamos nós...

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