terça-feira, 2 de abril de 2013

Disritmia




   DISRITMIA   
  Mais um dia nasce,
alheio à minha vontade.
O sol  chegou cedo,
dei por mim, já era tarde...

Pra sonhar,
lamuriar e
também chorar...


O tempo é célere.
A vida segue,
nos passos do vento,
sem impedimentos,
sem argumento,
não pode parar...

A esperança,
agarrada em um fio,
desfila em corda bamba,
entre tantos descaminhos.

A fome é outra,
insaciável...
Nessa agonia,
semeio versos
pra alimentar a
alma vazia.

Quanto à sorte,
segue aqui e acolá,
em passos rasos,
nessa disritmia...


Buscam um norte,
um cais, um forte,

ou talvez quem sabe,
encarem a morte.

2 comentários:

  1. Quando dados ao entendimento entre sentimentos e razão o poeta ou o que dele é emitido, transforma-se em lições pra todas as vidas, e assim a comunicação entre o céu e a terra fica tão fácil que qualquer que seja a intenção da palavra estará sempre voltada a perfeição.
    ...sua leitura é um aprendizado Beth....

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  2. O tempo, a esperança, a fome, a sorte... Conceitos tão distintos que, no entanto, congregas num sentido universal... Eis aí o segredo do poeta... A propriedade de sentir e ver as coisas sempre por um prisma inédito e, através dela, erigir belezas poéticas.... Parabéns pelo texto cara poetiza...

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