quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Redemoinho



REDEMOINHO

Tantos caminhos trilhei...
Margeei atalhos e riachos,
afoguei-me em silêncios desertos,
espremidos entre escarpas e paredões...
Errantes, pés descalços,
sem destino,
sonhos perdidos em desatino,
no rastro das ilusões...
Cantei e dancei no lume de estrelas,
na solidão das manhãs desnascidas,
desabei...
Presa em redemoinho,
aquietei-me em teu laço,
refiz-me num abraço,
no aconchego desse ninho,
um poema desenhei.





Um comentário:

  1. Caminhos que percorremos
    Poesia que vamos sofrendo
    Dias que nascem morrendo
    Mas nós lutamos e cremos

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