quarta-feira, 20 de julho de 2016
Oblíquo
OBL
Í
QUO
Ao longe cai a tarde...
O dia se despede morno
No sol que morre, enviesado
Inverno que apaga a lua
Sonhos desertam, em revoada
Melanc
ó
lica alma exilada
Entre a bruma que veste o amanh
ã
Risco um verso no sentimento
terça-feira, 19 de julho de 2016
Expir (ação)
EXPIR(AÇÃO)
Na placidez do silêncio
Inspiro a palavra
Absorvo em recolhimento
Reflete-se a essência no olhar
Expiro a palavra
Transcrita em sentimento
Meus versos são asas e pontes
Que conduzem a alma ao infinito
terça-feira, 12 de julho de 2016
Renda de desejos
RENDA DE DESEJOS
Hoje serei tua prenda...
Sob minha saia de renda
Trago desejo em oferenda
Vem...
Deixa que eu te surpreenda
Desvenda os mistérios da senda
Faz de mim tua vivenda...
Então vem, se renda!
Que o tom da paixão esplenda
Pelos labirintos da fenda...
Num prazer sem reprimenda
Risca versos sem legenda
Que amanhã seremos lenda
segunda-feira, 4 de julho de 2016
Lucidez
LUCIDEZ
Um dia você percebe que deixou de querer,
que já não faz mais questão.
Então você entende que o querer,
se causa dor e angústia,
é na verdade uma prisão.
Finalmente, com a alma refeita,
nas asas da leveza,
alça o voo da libertação.
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