domingo, 18 de dezembro de 2011

 
    COISAS DE ADÉLIA PRADO.....
  
Mulher é desdobrável. Eu sou.

Sofro por causa do meu espírito de colecionador-arqueólogo. Quero pôr o bonito numa caixa com chave para abrir de vez em quando e olhar.

Minha mãe achava estudo a coisa mais fina do mundo.
Não é. A coisa mais fina do mundo é o sentimento.

Não quero faca, nem queijo. Quero a fome.

Um corpo quer outro corpo.
Uma alma quer outra alma e seu corpo.

O que a memória ama, fica eterno.
Te amo com a memória, imperecível.

A vida é muito bonita, basta um beijo
e a delicada engrenagem movimenta-se,
uma necessidade cósmica nos protege.

Deus de vez em quando me tira a poesia. Olho para uma pedra e vejo uma pedra

Dor não tem nada a ver com amargura.  Acho que tudo que acontece  é feito pra gente aprender cada vez mais,  é pra ensinar a gente a viver. Desdobrável.  Cada dia mais rica de humanidade.

Eu te amo, homem,  amo o teu coração, o que é, a carne de que é feito, amo sua matéria, fauna e flora, seu poder de perecer, as aparas de tuas unhas perdidas nas casas que habitamos, os fios de tua barba. Esmero

Eu ponho o amor no pilão com cinza e grão de roxo e soco. Macero ele, faço dele cataplasma e ponho sobre a ferida.
 


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