sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

O Vazio sem inspiração



 O VAZIO SEM INSPIRAÇÃO



Eis que ela está,

Silenciosa,

Sobre a mesa...



Uma página

Branca, limpa...

Vazia...



Invade meus olhos

Como nun desafio...

Angustiante...



A alma inquieta

Procura voar...

Busca por ai

Algo que por aqui

Já não há...



Letras emaranhadas

Tentam saltar

Em rabiscos

Teimosos...



Manhã se foi,

E o sol já anuncia

Uma tarde quente

Preguiçosa...



O pensamento

Fatigado

No marasmo nas horas

Abandona-se nos braços

Da espera...



E o pergaminho

Descansa,

Alheio e arredio

Às marcas da inquietude...



Enfim,

Vencida pelo embate

Deito a pena

Antes cintilante,

Na insipidez de marfim...



Talvez mais tarde,

A lua,

Ao despejar seu brilho

Sobre o breu da noite,

Mande de volta

A inspiração

Que se perdeu...

Um comentário:

  1. Ou se escondeu... Na alvura do papel, só a espera dos melhores petiscos, na forma de rabiscos, que não têm hora certa, mas a página, esperta, sabe que seu branco inspiração desperta, e nunca se aperta, permanece alerta pois sabe que assim em hora incerta, ela sai da coberta...

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