quinta-feira, 7 de março de 2013

AGONIA


AGONIA
De repente o dia fez-se noite
Mergulhada no breu, despida de luar
E a razão lacerou o sonho num açoite

No silêncio vazio tombou a ilusão
Pelas sendas escuras esvaiu-se a quimera
Rasgou-se em dor pungente o coração 

Nas brumas da tristeza afundou-se a poesia

 Calou-se o verso sufocado em agonia








Agonia by Oswaldo Montenegro on Grooveshark

Um comentário:

  1. Que nenhum dia-noite se abata sobre ti poetisa, e que a razão, essa destruidora das ilusões, seja forasteira ligeira em tua mente, a portar látego macio e não cnute implacável. Que não haja outras quimeras senão a que se esvaiu e não permita que a poesia afunde... Não sobre as brumas que lembram o mar que tanto, amas... Sê, pois, o verso novamente exaltado, eis que agonia também é ânsia de desejo, não só sofrimento.

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