sábado, 20 de abril de 2013

Plúmbeo

PLÚMBEO

As lágrimas que beiram os olhos,
têm o peso do chumbo
Não escorrem...
Acumulam-se nas bordas,
embaçam a razão

Uma alma macerada jaz
sobre o mármore frio,
em qualquer canto do
interior

Rabiscadas em papel
desbotado,
palavras da esperança que
despediu-se

Ecos de lembranças
atravessam  paredes lúgubres,
como canto gregoriano

Entre as frestas do telhado,
à espreita, seus olhos
gelados
Corvos sorriem...
 


















Um comentário:

  1. Um texto que se pode chamar de "dark"... Em todo caso, deve-se respeitar as razões do poeta..

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