quarta-feira, 17 de abril de 2013

Rotas




ROTAS

Risco traço
Apresso o passo
Desenho em espiral

Sigo rotas
Esbarro em portas
Angústia imoral

Cruzo espaço
Venço o cansaço
Busco um norte

Salto porteiras
Invado soleiras
Desafio a morte

Tenho a faca e a fome
Meu anseio tem nome
Vomito dores ao vento

Rejeito as metades
Engulo verdades
Perco a rosa dos ventos

Entre o leste e o ocaso
Meu destino ao acaso
Galope na pista do sol

Sem bússola e sem vela
Cavalo sem cela
Apagou-se o farol

Nos arcos do oráculo
Arrebento as algemas
Desintegro-me em poema.


Um comentário:

  1. Belíssima composição cara poetiza! O texto abre infinitas possibilidades interpretativas... Essa abrangência, visão múltipla que se coloca sob um mesmo prisma, é típica de uma mente aberta, caótica, no sentido de que o caos admite praticamente todas as possibilidades. Traduz, em resumo, um amadurecimento que extravasa os limites do convencional... Eu gosto disso... Gosto muito disso!

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