domingo, 29 de novembro de 2015

Quando nos rouubam os sonhos

QUANDO NOS ROUBAM OS SONHOS

Quando um sonho é abortado a revelia
Do ventre da alma com um açoite
O peito dilacera-se em sangria
E os dias são tragados pela noite

Quando um sonho é ferido de morte
Pelas mãos perversas do destino
Somos largados à própria sorte
Zumbis padecendo em desatino

Quando os sonhos naufragam na ilusão
Pela tormenta da realidade
Mergulhamos na obscuridade

O sonho é a esperança emergida
A utopia que alimenta a vida
O mote que acelera o coração

terça-feira, 24 de novembro de 2015

Desejo silente

DESEJO SILENTE

Um olhar cálido te busca
em pensamento...
Numa lânguida espera,
o corpo sonha,
alheio ao tempo...
Na textura da pele
desenha-se sutilmente,
os segredos do desejo
silente

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Alma Sazonal

ALMA SAZONAL

Na inquietude de minh´alma sazonal
Transmutam as estações...

Meus verões acendem as paixões
Desnudo-me sem pudores
Solto os desejos ao vento
No calor do sol
Sou girassol...

Nos invernos sou hibernação
Agasalha- me a tristeza
Dentro das noites austrais
Visto-me de silêncios
Sou solidão...

Os outonos amarelam os sonhos
Sinto-me desfolhar
Em dias que fogem mais cedo
Ventos amenos esticam as noites
Com tons de melancolia
Sou poesia...

Em setembro, a floração
Escancaro as janelas
Pulo as sacadas no rastro das flores
Estampo sorrisos, esqueço a quimera
Sou primavera!




sábado, 7 de novembro de 2015

Sopro de prazer

SOPRO DE PRAZER

Nos campos viçosos de tua fantasia
Meu corpo esgueira-se entre veredas de desejos...
A nudez se esparrama sobre teus devaneios
E como um sopro que aquece as noites de verão
O prazer germinado, floresce