PALAVRAS SINGULARES

São palavras jeitosas, formosas, inteiras.

Sem sentido, sem juízo, sem valor.

Faceiras, brejeiras, até corriqueiras.

Palavras intensas, carentes ou contentes.

Indecentes, inocentes, contingentes.

Trazem riso, pouco siso, alegoria.

Palavras de fé, de magia, de folia.

Fazem chorar, descontrolar e lamuriar.

Falam de amores, de dissabores,

exaltam as dores.

Palavras alegres, cintilantes, efusivas.

Verdadeiras, sorrateiras, benzedeiras.

Palavras que excitam, incitam, ousam sonhar.

Assim como falam, se calam.

Suplicam, replicam, explicam.

Palavras perdidas, inventadas...

De enfeite, deleite, um falsete.

Palavras tão belas, palavras de fera.

São palavras singulares,

São palavras de mim.

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Na concha do coração




NA CONCHA DO CORAÇÃO

Uma música, um poema...
O amor chegando nas malhas
de versos que fazem sonhar.
No coração, em forma de concha,
amparo com sutileza tua poesia,
que preenche e alaga como
as ondas do amar.





domingo, 10 de agosto de 2014

Lua poeta



LUA POETA

Então naquela noite,
no átrio da madrugada fria,
a lua mudou o ato...
Desceu do infinito,
abancou-se em frente ao poeta,
tomou-o como inspiração e
assim, só dessa vez,
era ele a poesia.

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Suplício



SUPLÍCIO


Tento empurrar as horas,
mas a saudade emperrou o tempo...
Na engrenagem dos ponteiros,
só o tic-tac de meu desalento.




domingo, 3 de agosto de 2014

Adeus poesia



ADEUS POESIA

E a poesia estancou na soleira,
petrificada,
tragando o amargor da
despedida...
O verso então se perdeu,
nas pegadas da tua
partida...