PALAVRAS SINGULARES
São palavras jeitosas, formosas, inteiras.
Sem sentido, sem juízo, sem valor.
Faceiras, brejeiras, até corriqueiras.
Palavras intensas, carentes ou contentes.
Indecentes, inocentes, contingentes.
Trazem riso, pouco siso, alegoria.
Palavras de fé, de magia, de folia.
Fazem chorar, descontrolar e lamuriar.
Falam de amores, de dissabores,
exaltam as dores.
Palavras alegres, cintilantes, efusivas.
Verdadeiras, sorrateiras, benzedeiras.
Palavras que excitam, incitam, ousam sonhar.
Assim como falam, se calam.
Suplicam, replicam, explicam.
Palavras perdidas, inventadas...
De enfeite, deleite, um falsete.
Palavras tão belas, palavras de fera.
São palavras singulares,
São palavras de mim.
sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014
terça-feira, 4 de fevereiro de 2014
Reminiscências...
Reminiscências...
... E quando as
lembranças viajam
pelas trilhas do
corpo,
uma saudade
orvalhada escorre
pela grota das
entranhas...
São filetes de desejos segregados
na memória da pele.
quarta-feira, 29 de janeiro de 2014
Andarilha
ANDARILHA
Sou Andarilha do tempo
Errante navegante
Sem porto e sem cais
Sempre ao sabor do vento
Sem ninho e sem lar
Corro mundo, vivo à toa
Já não tenho pressa
Sigo devagar
Despida de tudo
Visto-me apenas de mim
Ando descalça, pés na terra
Molhados de mar
Não levo bagagem
Nem pago passagem
Caminho à margem
Destino sem fim
O ontem ficou
Amanhã virá ou não
No breu da memória
Esqueci a ilusão
Meu pranto é a chuva
O riso secou
Do todo despedaçado
Recolho os pedaços
Remendos inexatos
Falam por si
Desse peito sem janelas
O amor foi exilado
Vazio de sonhos
Silenciou o coração
Sem rosto e sem nome,
Sou miragem etérea
Não deixo pegadas
Trilho de mãos dadas
Com a solidão.
terça-feira, 28 de janeiro de 2014
Predador
PREDADOR
Esconde-se sob
as palavras,
como se fossem
máscaras venezianas...
Fomenta ilusões,
seduz carências,
alicia corações.
Embrenhado em
artifícios traiçoeiros,
veste-se de
falsa tristeza,
alardeando
solidão.
Nesse ciclo
pérfido de mentiras,
deliberadamente
envolve e
destrói
sonhos...
Do alto de sua
mesquinhez,
regozija-se
sobre os escombros
dos sentimentos
que arruinou.
domingo, 26 de janeiro de 2014
Represa
REPRESA
Trago em mim um amor incontível,
represado entre os paramentos da alma.
Rebelde em sua essência,
cristalino na transparência,
generoso na grandeza.
Um amor que navega pelos veios,
irriga as margens ciliares dos mananciais
de meu ser...
Como águas furiosas,
debate-se contra as comportas da razão,
até romper os limites da eclusa que
o aprisiona...
No curso de sua intensidade,
deságua pelos vertedores do corpo.
Seja no pranto desembestado
que despenca pelos olhos,
ou no prazer alagadiço que escoa e
rega o solo fértil da paixão.
Esse amor me faz represa...
Rio caudaloso que flui incontinenti,
escorre em versos perenes e
desemboca como poesia
na foz de minha solidão.
sábado, 25 de janeiro de 2014
quinta-feira, 9 de janeiro de 2014
Sutileza...
SUTILEZA...
Teus versos levitam suavemente,
brisa que sopra dentro de mim...
Gotas crisálidas que beijam as retinas,
cristais de neve molhando o jardim.
Entre as pétalas de tuas rimas,
exala doce aroma de amor...
Na leveza de tua poesia,
minh´alma é pena que flutua,
no abraço de tuas palavras,
me aqueço e esqueço a dor.
Teus versos levitam suavemente,
brisa que sopra dentro de mim...
Gotas crisálidas que beijam as retinas,
cristais de neve molhando o jardim.
Entre as pétalas de tuas rimas,
exala doce aroma de amor...
Na leveza de tua poesia,
minh´alma é pena que flutua,
no abraço de tuas palavras,
me aqueço e esqueço a dor.
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